6 de setembro de 2011

Próxima parada: Monza (2) - Templo sagrado do esporte a motor



Essa é mais uma daquelas poucas pistas que faz parte das minhas preferidas na F1 atual. Assim como Spa Francorchamps, é uma pista que exala história.


O circuito de Monza (Autodromo Nazionale di Monza) foi construído em 1922,é sem dúvida alguma o templo da F1. Com exceção da temporada de 1980, esteve presente em todas as outras edições do Mundial de F1 desde 1950.

Uma pista extremamente rápida,onde os bólidos permanecem durante 76% da volta com a aceleração a pleno. 



O circuito foi idealizado e projetado para concorrer com Indianápolis - há muito tempo atrás, foi um oval super veloz. No entanto, a F1 jamais utilizou essa configuração, optando por substituir uma curva com 40 graus de inclinação pela fantástica Parabólica que juntamente com a Curva de Lesmo estão entre as preferidas dos pilotos.

Pelas caracteristicas da pista,ela foi marcada por inúmeros acidentes graves, e muitos foram fatais. O mais terrivel aconteceu em 1961, no qual morreram o piloto Wolfgang Von Trips e treze espectadores.



Anos depois, aconteceu outra tragédia. O piloto Jochen Rindt morreu nos treinos de sábado. Também perderam a vida nesta pista Alberto Ascari em 1955, e Ronnie Peterson em 1978.
A partir da morte de Rindt, teve inicio um movimento pela diminuição da velocidade, com a criação de uma chicane no ano de 1972 - no final da reta dos boxes. Atualmente são três.

Ainda assim, Monza é uma das mais velozes pistas do atual calendário. No circuito italiano, a potência do motor e o menor arrasto aerodinâmico são fundamentais para uma boa performance.

3 comentários:

Marcos Antônio disse...

realmente Monza é um baita circuito, um do smelhores do Calendário, junto com Spa, Interlagos e Montreal.

Ron Groo disse...

É a pista que eu mais gosto... Não tenho dúvidas.
E é um dos últimos templos dos motores da F1, apesar no monte de chicanes que enfiaram na pista.

TW disse...

Não tem como não gostar de Monza, pelas suas características e pela sua história, mesmo que trágica para vários pilotos, como os citados acima.

E Rindt, mesmo depois de morto, ainda foi campeão nesse ano (1970). E o que é pior é que ele morreu correndo no carro de Emerson Fittipaldi, que destruíra o seu antes.

Se não me engano, a parte que foi construída para competir com Indianápolis existe até hoje, mas não é utilizada.

Belo post Marcelonso!

abs