24 de março de 2017

AUSTRÁLIA - 17 - PITACOS LIVRES


Duas sessões de treinos livres em terras australianas foram suficiente para constatar o óbvio, a Mercedes continua muito a frente de seus pares. Lewis Hamilton foi o mais veloz nas duas sessões de ensaios.

Dentro da escuderia alemã,  Hamilton está "nadando de braçada" em cima do seu novo parceiro, Valteri Bottas. Será uma massacre, pode apostar.

A Ferrari que tanto chamou a atenção na pré-temporada, ficou devendo. Na segunda sessão Sebastian Vettel fez o que era possível e colocou sua "Gina" entre os carros prateados.  No entanto, a distância para a Mercedes é abissal. Foram exatos 0s547. Uma eternidade, diga-se.

E o que é pior, a Red Bull está colada na escuderia italiana.

Ricciardo e Verstappen fecharam o dia logo atrás de Mercedes e Ferrari. Tirando a inversão de posições entre a equipe italiana e o time rubro-taurino, nada  mudou no pelotão da frente...

A Williams ainda não dá pra dizer onde se encontra. Felipe Massa teve problemas no câmbio e praticamente não treinou no período vespertino. Somente o novato Lance Stroll conseguiu acumular boa milhagem, mas como diria um amigo: o moleque é "café com leite". Ou seja, não conta.

Por outro lado, é importante registrar, Stroll conseguiu acumular uma boa milhagem sem nenhuma batida. Tanto que a Williams colocou uma placa nos boxes com a seguinte inscrição: "ESTAMOS A 01 DIA SEM ACIDENTES DE TRABALHO".

O mesmo não dá para dizer da Renault. Palmer rodou e bateu forte na segunda sessão. Pela tamanho do estrago os mecânicos da equipe francesa terão muito trabalho para aprontar o carro a tempo do terceiro treino livre. De todo modo, em relação a temporada passada, o carro francês guiado por Hulkenberg evidentemente, demonstrou potencial. Arriscaria dizer que a equipe francesa será ao final do campeonato aquela que mais evoluiu em relação a temporada anterior.

Outra equipe que parece ter acertado a mão é a Toro Rosso. No segundo treino livre, Carlos Sainz terminou com a sétima melhor marca e Kvyat foi décimo. Um bom começo, diga-se.

Pelas bandas da McLaren o começo não foi tão assustador como se previa. Alonso e Vandoorne conseguiram acumular boa milhagem. Por outro lado a performance ainda está longe do esperado. Fernandinho terminou o dia com o 12º melhor tempo, a 2s380 de Hamilton.

Ilustrando o post, a bela e elegante  Ferrari 412T - 1994 - GP de Mônaco

Abaixo a programação:




21 de março de 2017

57

 Ainda que o piloto brasileiro não tenha vencido nenhum Mundial com a Lotus, esse carro é para mim um dos mais emblemáticos na carreira de Senna. Foi a bordo desse bólido  preto e dourado que o piloto do capacete amarelo começou a fazer história. Se vivo fosse, Ayrton Senna completaria hoje 57 anos.

20 de março de 2017

AUSTRÁLIA - 17

Começa neste final de semana em Melbourne, na Austrália, a 68ª  temporada da F-1.

Por tudo o que se viu na pré-temporada, ainda que exista uma certa expectativa sobre o desempenho a ser apresentado pela Ferrari, no circuito de Albert Park, arriscaria dizer que a Mercedes ainda segue como favorita. Talvez com uma vantagem menor sobre a Ferrari,  talvez... Ainda assim, estará a frente.

Williams e Red Bull deverão duelar pelo posto de terceira força neste início de Mundial. Ainda que a equipe inglesa tenha apresentado performance superior durante os treinos realizados na Espanha, espera-se uma melhora substancial da equipe rubro-taurina em Melbourne. E nunca é demais lembrar Adrian Newey é a cabeça por trás do exército de projetistas da Red Bull.

Um pouco abaixo aparecem Force India, Hass, Renault e Toro Rosso. Nos oito dias de testes da pré-temporada, as quatro escuderias apresentaram desempenhos muito próximos. A briga no pelotão intermediário promete ser interessante. A escuderia que conseguir adaptar mais rapidamente sua máquina as condições da pista australiana, levará vantagem.

Bem mais atrás aparecem Sauber e McLaren. A equipe helvética não tem muitas pretensões. Os suíços apostam suas fichas na confiabilidade da sua unidade de potência para quem sabe, com muita sorte, terminar a corrida a zona de pontos. O que não será nada fácil, diga-se.

Já a equipe inglesa vive seu inferno astral com a Honda. Passadas duas temporadas desde seu retorno as pistas, os japoneses parecem ter conseguido o impossível. Andaram para trás. Só para ilustrar o tamanho da encrenca, circula a informação que a McLaren chegou a consultar a Mercedes sobre a possibilidade de utilizar ainda nesse ano a unidade de potência alemã. Por falta de caixa, a substituição da motorização não deverá acontecer. Ainda que o time inglês exercesse a cláusula de performance para romper o contrato, a saída dos japoneses significaria um buraco de US$ 90 milhões no orçamento do time inglês, dinheiro esse que a McLaren não tem disponível.

Algumas curiosidades sobre Melbourne...

- Será o 22º GP a ser realizado no circuito de Albert Park. De 1985 a 1995 o GP da Austrália aconteceu nas ruas de Adelaide;

- O maior vencedor é Michael Schumacher, com quatro triunfos; entre os pilotos em atividade, Lewis Hamilton e Kimi Raikonnen, lideram nesse quesito, com duas vitórias;

- Até agora, nenhum piloto brasileiro subiu ao degrau mais alto, em Melbourne; Senna e Piquet venceram em Adelaide;

- Nos últimos nove anos, em oito oportunidades o Safety Car foi acionado.

Ilustrando o post, Ayrton Senna e Keke Rosberg duelando em Adelaide - 1985


19 de março de 2017

IMAGENS HISTÓRICAS

Johnny Herbert a bordo da Lotus-Mugen 107C - Interlagos - Grande Prêmio do Brasil 1994. A última temporada da verdadeira Lotus.

14 de março de 2017

PINK PANTER

A Force India revelou a pouco mudança no seu tradicional fardamento.

Após a assinatura de acordo de patrocínio, com a BWT, empresa austríaca especialista no tratamento de água, o time indiano vestirá rosa nesta temporada. As novas cores farão sua estréia daqui a duas semanas, em Melbourne, na Austrália. O rosa também estará presente nos cascos dos pilotos, Sergio Perez e Esteban Ocon.

A alteração radical no fardamento é uma indicação clara da força desta nova parceria. Talvez a mais significativa nestes dez anos da equipe na F1.

11 de março de 2017

BARCELONA, DIA #8

Após oito dia de testes, a pré-temporada 2017 chegou ao fim na última sexta-feira, Na combinação dos tempos, a equipe italiana anotou as duas melhores marcas. A Mercedes apareceu logo a seguir e um pouco mais atrás, a Williams. Se as equipes confirmarem em Melbourne, o desempenho demonstrado em Montmeló, são boas as chances de termos enfim, um campeonato decente. Isto posto, vamos a alguns pitacos:

MERCEDES
Ainda que não tenha dominado a pré-temporada, seguramente o carro alemão é muito forte. No último dia de ensaios, ao contrário da Ferrari, a Mercedes procurou acumular milhagem com tanque cheio. Apesar de Hamilton e Lauda afirmarem que o carro italiano está mais rápido nesse momento, os alemães deixaram no ar a sensação de não ter levado o equipamento ao limite. Em outras palavras, a Mercedes está escondendo o leite.

FERRARI
O carro italiano foi a sensação da pré-temporada. A julgar pela performance apresentada nos testes, a Ferrari parece estar no caminho certo - consistente, confiável e veloz. A se confirmar em Melbourne, seria uma excelente notícia para o Mundial. Mas nunca é demais lembrar que ano passado a Ferrari fechou a pré-temporada na frente, mas na hora do vamos ver ficou devendo. Ao que tudo indica esse ano será diferente, tanto que Raikkonen afirmou que o carro ainda está longe do limite. A conferir.

WILLIAMS
A mudança no regulamento parece ter sido favorável a Williams. O novo carro se comportou muito bem durantes os testes. Nas mãos de Felipe Massa o carro inglês marcou a quinta melhor marca entre seus pares. Há quem afirme que novo modelo casou com o estilo de pilotagem de Massa, tanto que Rob Smedley, disse que veremos o brasileiro guiando como em 2008, ano no qual chegou a lutar pelo Mundial. O fato é que o novo carro é bem nascido. Se bem trabalhado, poderá render bons frutos.

RED BULL
Como é praxe, o time de engenheiros capitaneados por Adrian Newey concebeu uma bela máquina. No entanto, o calcanhar de Aquiles é novamente o motor Renault. Para evitar quebras, os taurinos tiveram que treinar na maior parte do tempo com o motor no modo de baixo consumo de energia. Só para ilustrar, a Red Bull completou 634 voltas, contra 1096 da Mercedes. Se essa questão for equacionada, os taurinos certamente voltarão a figurar entre os ponteiros.

Force India, Renault, Toro Rosso e Haas estão no mesmo nível. Cada uma tem pontos fortes e suas fraquezas.

Os indianos tem em mãos um carro veloz, mas precisam faze-lo perder 10kg até a prova de abertura. Os franceses tem problemas no motor e no equilíbrio do carro, mas de um modo geral a nova máquina indica ter potencial. Os italianos de Faenza, como não poderia deixar de ser, também sofrem com a motorização. Além disso, a estabilidade está longe do ideal. Já os norte-americanos apesar de enfrentarem alguns problemas nos últimos dias de testes, fizeram um bom trabalho.

Na McLaren somente um milagre, e dos grandes, poderá salvar o ano do time inglês. Enquanto Mercedes e Ferrari utilizaram um único motor em oito dias, a McLaren trocou seis unidades. E como se não bastasse o problema com a durabilidade, o motor Honda é cerca de 20km/h mais lento que seus pares na reta. Pois é, Fernandinho terá mais um ano duríssimo pela frente...

Por fim a Sauber. O time suiço continua na trilha do carimbador maluco "Plunct, Plact, Zum, não vai a lugar nenhum". No entanto, sonha em aproveitar em Melbourne seu único ponto forte, a confiabilidade.


9 de março de 2017

BARCELONA, DIA #6 e #7

O tempo anda curto. Mas para ficar devidamente registrado por aqui, vamos aos pitacos de ontem e hoje em Barcelona.

Se ontem a Mercedes voltou a marcar o melhor tempo com Bottas. Hoje foi a vez de Vettel cravar a melhor marca com a Ferrari. Seb anotou o chamado "dezenove duro". Por enquanto o tetracampeão detém o tempo mais rápido da pré-temporada. No entanto, essa marca será superada amanhã. Os melhores tempos certamente estarão na casa de 1min18.

Ainda que especialistas afirmem que os carros deverão sofrer muitas atualizações até a etapa de abertura em Melbourne, o fato é que Mercedes e Ferrari estão a frente das demais.

A seguir aparecem Williams e Red Bull. Nesse momento, arriscaria dizer que o time inglês está um pouco mais forte que os taurinos. Felipe Massa se mostrou empolgado com a nova máquina. Evidentemente não é um carro para conquistar vitórias e lutar pelo campeonato, mas tem tudo para fazer um campeonato decente. Andar entre os ponteiros e beliscar pódios é uma possibilidade real.

Por outro lado a Red Bull deverá melhorar e muito ao longo do campeonato. O time das latinhas tem muito dinheiro, competência e acima de tudo, conta com a genialidade de Adrian Newey por trás do seu exército de engenheiros.

A briga interessante ficará por conta do pelotão intermediário, composto por Force India, Haas, Toro Rosso e Renault. As quatro equipes parecem estar muito próximas. Serão oito carros a brigar por duas ou três vagas entre aqueles que marcam pontos.

Na McLaren o caldo está prestes a entornar. A pressão está subindo. Ontem, Alonso saiu reclamando do motor. Hoje foi a vez de Vandoorne criticar a Honda. A mídia espanhola apelidou o MCL32 de " o carro das trinta voltas", porque acima disso os problemas começam. A realidade é que o time inglês só não estará na rabeira por causa da Sauber.



7 de março de 2017

BARCELONA, DIA #5

Pilotos e equipes de volta a labuta, para a semana derradeira de treinos.

Semana essa que começou com Felipe Massa com o melhor tempo do dia. Nada que vá mudar os rumos do universo, mas que não deixa de ser uma boa noticia para a equipe Williams. Até porque, após reconstruir o carro, em virtude da pancada de Stroll semana passada, o piloto brasileiro foi para a pista, completou 168 voltas e fechou o dia no alto da tabela de tempos.

A Red Bull apareceu logo a seguir, com Daniel Ricciardo. Mas com um detalhe, o piloto australiano anotou o melhor tempo com pneus ultramacios, enquanto Massa cravou o tempo com pneus supermacios. Dizem que os taurinos estão economizando, Ricciardo garante que não é verdade. De todo modo, é interessante ver a equipe das latinhas energéticas virando tempos próximos aos ponteiros.

Quem continua muito forte é a Ferrari. Hoje Vettel completou 168 giros, conseguiu virar muito próximo ao tempo anotado por Massa, e com pneus macios. Ou seja, os italianos acertaram a mão. O carro é veloz e não quebra. Resta saber se fará frente a Mercedes.

E por falar nos alemães, continuam muito bem obrigado. A equipe prateada tirou o dia para simular corrida. O inglês treinou pela manhã e o finlandês a tarde.

A Renault começa a dar sinais de melhora. O time francês parece estar conseguindo se juntar ao pelotão composto por Force India, Hass e Toro Rosso. Ao menos o tempo de volta está muito próximo.

Quanto a McLaren a situação continua negra. Pela enésima vez trocaram o motor. Com essa sequência de problemas que se arrasta pelo terceiro ano, a relação entre o time inglês e a Honda por mais que insistam em negar, não é das melhores. Tanto que Alonso deverá picar a mula ao fim dessa temporada.

Ah sim, a Sauber. Bom, essa é "plunct plact zum", não vai a lugar nenhum.