22 de setembro de 2011

Um ano para esquecer

O ano de 2011 ficará marcado profundamente na história da equipe Williams. Foi um ano para esquecer.

No inicio do ano, a expectativa em torno do novo carro era grande. O novo modelo com um nariz mais elevado, e principalmente com uma traseira "miniaturizada", chamava a atenção. Além disso, a máquina contava com um KERS desenvolvido pela própria equipe, apontado na época, como um dos mais eficientes.

A dupla de pilotos mesclava juventude e experiência. Rubens Barrichello era tido como o piloto que poderia levar a equipe a dias melhores, afinal de contas, experiência não lhe faltava.
Já Pastor Maldonado, trazia consigo um belo suporte financeiro da estatal venezuelana de petróleo - a PDVSA. Ou seja, a equipe teria tranquilidade suficiente para trabalhar na temporada.

Nos testes de inverno o carro demonstrou potencial, chegando a andar entre os ponteiros. Tudo levava a crer, que esse ano a Williams deixaria o "atoleiro".
Aproveitando o momento, a escuderia inglesa decidiu abrir seu capital na bolsa de valores.

Parecia ser o ano que marcaria o renascimento da Williams, pois é parecia...

Somente quando o campeonato começou, a equipe descobriu que não estava na posição que imaginava. Entre o final da pré-temporada e a primeira corrida, muitas equipes evoluiram e a Williams ficou estacionada.

As corridas foram acontecendo sem que a tradicional equipe de Grove conseguisse ao menos pontuar. Foi o pior inicio de campeonato na história da equipe. Somente na sexta etapa, em Mônaco, vieram os primeiros dois pontos com Rubens Barrichello. Depois disso a equipe conseguiu somar mais três míseros pontinhos. Atualmente ocupa a nona colocação no Mundial, com cinco pontos em treze corridas.

No fim das contas, o modelo FW33 se revelou um verdadeiro fiasco. A suspensão traseira apontada como revolucionária, foi na verdade um "tiro no pé". O ângulo incomum, acabou prejudicando a durabilidade dos pneus traseiros e comprometendo todo o conjunto. O câmbio e o KERS também se mostraram problemáticos, em resumo, uma verdadeira naba!

Por mais que a equipe tenha trabalhado intensamente buscando alternativas para resolver os problemas no carro, nada funcionou.
Para piorar a situação, as ações comercializadas pela equipe no pregão londrino despencaram - 40% do seu valor.

Com esse cenário, é possivel que a tradicional equipe inglesa tenha que aceitar mais um piloto pagante no próximo ano. Dessa vez, no lugar do Gonçalves - candidatos não faltam.

Agora só nos resta torcer para que a Williams, com seu corpo técnico renovado e com motor Renault, consiga produzir um carro competitivo em 2012.

Afinal de contas, Tio Frank merece. Ele vem lutando desde os anos sessenta para estar na categoria. Sua história é vitoriosa. Não merecia um ano como esse.

Para aqueles fanáticos pela lendária escuderia, aqui tem fotos históricas

Um comentário:

Marcos Antônio disse...

é vc foi certeiro no texto. a Williams foi esperando algo e recebeu outro. Agora com a Renault tem outra chance de retomada. E espero que saia do atoleiro, senão não sei se sai mais...