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27 de março de 2018

AUSTRÁLIA 18 - PITACOS PÓS GP

Assim como em 2017, a corrida em terras australianas deste ano, também foi uma procissão decidida na estratégia.

É evidente que dessa vez o duplo problema nas porcas de roda dos carros da equipe Hass, foram determinantes para a improvável vitória de Sebastian Vettel. Afinal de contas, até aquele momento Hamilton tinha a corrida sob controle.

No entanto, a Ferrari aproveitou o acionamento do safety car virtual e o real na sequência, para capitalizar a favor de Vettel. A Mercedes ficou sem entender nada e culpou o mal funcionamento do software. Hamilton cuspiu marimbondos pelo rádio...

No fim das contas, a equipe italiana conseguiu aquilo que parecia improvável. Vencer na abertura do Mundial, colocar sua dupla de pilotos no pódio e deixar Melbourne na liderança dos campeonatos de pilotos e construtores.

Mesmo com três zonas de DRS, as ultrapassagens no GP da Austrália foram escassas. Ainda que seja precoce afirmar, infelizmente tudo indica que assim como no ano passado, a falta de ultrapassagens será novamente a tônica da temporada.

Como se imaginava, a zona de pontos ficou restrita as cinco melhores equipes da pré-temporada: Mercedes, Ferrari, Red Bull, McLaren e Renault. É obvio que o problema nos carros da Hass foi determinante para isso. De todo modo, saberemos daqui a duas semanas, numa pista permanente, se a performance da equipe estadunidense foi pontual ou não.

O que não se pode classificar como pontual foi a performance da Williams. Do alto de sua experiência, Lance Stroll listou uma série de problemas no carro inglês. A verdade é que o carro mantém sua consistência em piorar ano após ano. Arriscaria dizer que os ingleses terão que suar muito pra arrumar alguns míseros pontinhos no Mundial e terminar a frente da Sauber.

Por fim a Toro Rosso. O time de Faenza que fez uma boa pré-temporada, anotando tempos consistentes e sem enfrentar nenhum problema de confiabilidade, se arrastou em Melbourne. E para completar, o motor Honda do carro de Gasly foi-se. Pois é, assim não pode, assim não dá.

Ilustrando o post, Alain Prost e Nigel Mansell - 1990.

23 de março de 2018

AUSTRÁLIA 18 - PROGRAMAÇÃO

Começa neste final de semana em Melbourne, na Austrália, a 69ª  temporada da F-1.

Apesar da pré-temporada diminuta, ficou muito claro que a Mercedes segue como favorita. Ferrari e Red Bull travarão o duelo pelo posto de segunda força do Mundial. McLaren e Renault deverão fechar o grupo das cinco melhores.

Ano passado a corrida em terras australianas foi terrivelmente monótona. Foi Uma procissão decidida na estratégia. Apesar dos carros maiores, com maior velocidade nas curvas, a excessiva dependência da aerodinâmica praticamente aboliu a ultrapassagem em 2017.

Vamos ver se nesse ano, com a gama de borrachas disponibilizada pela Pirelli e com três zonas de DRS, a corrida melhora.


Algumas curiosidades sobre Melbourne...

- Será o 23º GP a ser realizado no circuito de Albert Park. De 1985 a 1995 o GP da Austrália aconteceu nas ruas de Adelaide;


- O maior vencedor é Michael Schumacher, com quatro triunfos; entre os pilotos em atividade, Lewis Hamilton, Kimi Raikonnen e Sebastian Vettel, empatam nesse quesito, com duas vitórias cada;


- Até agora, nenhum piloto brasileiro subiu ao degrau mais alto, em Melbourne e nem subirá tão cedo; Senna e Piquet venceram em Adelaide;


- Nos últimos dez anos, em oito oportunidades o Safety Car foi acionado.